Arquivo para janeiro, 2009

Paulo Laureano branco sim, o tinto nem tanto

Posted in Vinhos intensos on 26/01/2009 by André Muricy
Leve e saboroso, este branco foi perfeito para o almoço

Leve e saboroso, este branco foi perfeito para o almoço

Durante o dia, um bom vinho branco gelado sempre cai bem. À noite, é a vez de tomar um tinto. De posse dessa idéia resolvi comparar dois vinhos de um mesmo fabricante, o Paulo Laureano da região do Alentejo, Portugal. Confesso que tinha preconceito com este vinho por que não gosto de nome de gente em coisas que vou comer ou beber (tipo Padaria do Francisco ou Biscoitos Jurema).

Em um almoço, encarei com um colega o branco Clássico – R$ 26,00. Bem gelado estava uma delícia. Apresentou-se um vinho leve e um pouco adocicado no fim. Uma bebida com 13,5% de álcool geralmente “pega” logo, mas este caiu muito bem e voltamos ao trabalho.
Depois deste Laureano relaxar, melhorou bastante

Depois deste Laureano relaxar, melhorou bastante

 À noite (de um outro dia, claro) tomamos o tinto Premium, safra 2005 e mesmo teor alcoólico – R$ 38,00. Para minha surpresa, ele se mostrou um tanto encorpado e com fortes taninos. De sabor tenso, o Paulo Laureano tinto – pelo menos para mim – não combinou bem com o clima quente daqui de Maceió. Depois de respirar um pouco na taça, o excesso de álcool deu uma evaporada, ele melhorou e bebemos tudo.

Camino Del Sur é mais que um “brasileiro”

Posted in Vinhos brancos on 26/01/2009 by André Muricy
Para um almoço rápido, este vinho completa bem

Para um almoço rápido, este vinho completa bem

Duas leitoras (entre milhares, lógico) me perguntaram quando eu iria falar de vinhos brasileiros. Tomado por essa ideia, eu pedi ao sommelier do restaurante uma sugestão de um vinho branco brasileiro, afinal o calor aqui no Nordeste só aumenta.

Antes de falar qualquer coisa, ele olhou para a prateleira, fez uma cara de “o que é que eu vou dizer agora?” e mandou esta: “Tome o chileno Camino Del Sur. É melhor do que os brasileiros que tenho e bem barato”. Como não dá para tomar vinhos de preços mais elevados toda hora, aceitei. O preço, apenas R$ 14,00 e o resultado foi ótimo. A Sauvignon Blanc apresentou um sabor bem agradável e teor alcoólico de 13,5%. Mas não desisti, a busca continua. Aceito sugestões.

Leyda Classic é atraente como a noite

Posted in Vinhos intensos on 19/01/2009 by André Muricy
O Leyda Cabernet alimenta pensamentos libidinosos

O Leyda Cabernet alimenta pensamentos libidinosos

Conheci este chileno e gostei muito. Com um sabor primoroso e suave, achei o Leyda Classic um vinho maduro e aconchegante. Nele, a Cabernet Sauvignon se apresenta serena. Apesar dos 13,5% de álcool, ele não traz com evidência o gosto amargo dos taninos. Pelo contrário, é um vinho que após alguns minutos na taça fica melhor ainda.

O custo-benefício estava excelente. Encontrei-o numa promoção por 44 reais. Foi uma boa pedida para uma noite amena e nublada. A chuva finalmente apareceu em Maceió e esfriou um pouco o fim de semana. Foi um convite para um bom vinho tinto e o Leyda cumpriu seu papel com liberdade.

É uma boa opção para uma noite fria e aconchegante

É uma boa opção para uma noite fria e aconchegante

O Porta abre sua imaginação

Posted in Vinhos intensos on 19/01/2009 by André Muricy
Denso e exuberante, este Porta Pinor Noir apresenta taninos salientes

Denso e exuberante, este Porta Pinor Noir apresenta taninos salientes

Intenso, robusto e encorpado. Rotular este Porta Pinot Noir com tais características não é nem de perto redundância. Quem não está acostumado (como eu) com um sabor mais seco do que o normal, vai estranhar esse chileno no primeiro gole. Depois de um tempinho na taça, ele relaxa e fica mais amigável.

Aos poucos, os 14% de graduação alcoólica vão enchendo a boca de sensações e a cabeça de pensamentos agradáveis. Escolhi esse vinho tinto para compará-lo com o Porta branco do post anterior. Para mim, a única maneira de saber se um vinho é bom, é tomá-lo. Resultado: valeram os R$ 38,00.

A cor desse Porta Pinot já antecipa o que virá ao paladar

A cor desse Porta Pinot já antecipa o que virá ao paladar

Gelo, peixe e o desconhecido

Posted in Vinhos brancos on 11/01/2009 by André Muricy
Refrescante, o Porta reserva fez muito bem para cabeça

Refrescante, o Porta reserva fez muito bem para cabeça

Atravessar uma porta significa algum tipo de mudança. Só tem um jeito para descobrir o que tem do outro lado: encarar o desconhecido. Este Porta Chardonnay, safra 2006, branco, foi escolhido por critérios nada científicos. Primeiro é um chileno, já merece atenção. Depois, o calor estava muito grande, 31°C à sombra. E pra terminar, gostei do rótulo. Simples e limpo.  No primeiro gole, uma surpresa: apesar dos 13,5% de teor alcoólico, ele desceu suave, refrescante e combinou bem com um peixinho na chapa e arroz selvagem. Foram 38 reais muito bem pagos. Não tenho certeza se fiquei alto, mas a cada gota eu consegui enxergar melhor e acabei descobrindo outra forma de escolher vinho: arriscando.

Reparem na cor desse Porta, ele brilha

Reparem na cor desse Porta, ele brilha

Um bom francês branco

Posted in Vinhos brancos on 05/01/2009 by André Muricy
Este françês é leve e, bem gelado, é perfeito para o almoço
Este francês é leve e, bem gelado, é perfeito para o almoço

Vem da França este delicioso Blanc Fruité. Como já dá pra imaginar, ele é bem frutado e enche a boca de aromas bem diferentes. Ideal para acompanhar um peixinho  no almoço. O preço também é convidativo, apenas R$ 42,00. Sua cor dourada e seu razoável teor alcoólico (12,5%)  refletem bem o que este vinho Domaine Casanova propõe, uma  viagem bem prazeirosa. Vá logo nele.bna1

Veranda, uma coisa linda

Posted in Vinhos brancos on 03/01/2009 by André Muricy
Até com uma carne, o Veranda combina muito bem

Até com uma carne, o Veranda combina muito bem

Talvez a sensação de leveza, o calor ou ainda a ausência de marcas nos dentes (principalmente para quem vai voltar ao trabalho), mas a verdade é que os vinhos brancos estão a proporcionar simpáticos momentos de prazer. Uma das minhas mais recentes descobertas foi o chileno Veranda, é uma coisa realmente linda. Servido bem gelado mesmo, sua consistência robusta lembra de longe um licor, o sabor é fantástico. Ele balança na taça como se fosse um mel requintado. O paladar descobre poderosas sensações, que me encantaram. Com uvas Chardonnay, este Veranda merece cada real dos 65 pagos por ele. Vou repetir.

Suculento, enche a boca de sensações até então desconhecidas

Suculento, enche a boca de sensações até então desconhecidas